terça-feira, 10 de junho de 2014

Mastiff inglês em demonstração de defesa

Mastiff inglês, o nobre da Inglaterra

      Mastiff inglês ou Old English Mastiff, tem sua nacionalidade, como seu nome diz, na Inglaterra, no entanto sua origem está atrelado aos grandes cães asiáticos. O Mastiff inglês tem centenas de anos, remontando a época do Império Romano e existem gravuras do Egito antigo de mais de 3000 a.c que retratam um cão muito semelhante a um Mastiff. Há registros que quando os romanos invadiram a Grã-Bretanha, encontraram um cão do tipo Mastiff, ficaram muito impressionados por sua força e coragem, que resolveram levar alguns Mastiffs consigo para Roma, lá foram usados em espetáculos de gladiamento e posteriormente como cães de guerra. Eram também usados como cães de guerra  pelos povos celtas, foi justamente assim que os romanos que os romanos conheceram os Mastiffs, as espadas romanas contra as mandíbulas dos Mastiffs. Em Roma começaram a serem usados em brigas de cães e contra touros.
      Por sua coragem, força e valentia, o Mastiff começou a ter a função de cão de guarda, utilizado pelos romanos para protegerem suas propriedades.
      Na Segunda Guerra Mundial o Mastiff inglês quase foi extinto, pois ele era usado durante a guerra para carregar carroças repletas de munição nas frentes de batalhas, milhares de Mastiffs morreram fazendo essa função bravamente. Percebendo o sério risco de extinção, os admiradores e criadores da raça começaram o processo de procriação, todos os Mastiffs remanescentes da Grã-Bretanha foram localizados e catalogados, exemplares de outras partes da Europa foram levados para a Inglaterra e junto com os São Bernardo começaram a fazer os cruzamentos para a estabilização da raça.
      O São Bernardo contribuiu ainda para amenizar o temperamento agressivo do Mastiff, até nos dias atuais nascem filhotes com uma pelagem mais cumpridas e marcas brancas nas patas e focinho, desvio de padrão herdado do São Bernardo.
      Alias, o Mastiff talvez seja a raça mais usada no desenvolvimento de outras raças, citarei algumas, como o Dogo argentino, Bullmastiff, Dogue alemão, Rottweiler, Fila brasileiro, Tosa Inu, Terra Nova, São Bernardo entre outras.
      Quando se pensa em um cão de guarda, ele esta entre entre os melhores, graças ao seu porte físico e temperamento, não é do hábito de um Mastiff ser agressivo com pessoas, mas defende seu território com bastante avidez, ele geralmente acua o invasor, deixando-o imobilizado e morde apenas quando é agredido pelo invasor ou percebe a necessidade. Sendo uma característica dessa raça, caso não haja desvio de comportamento/temperamento. Devido ao seu tamanho, não são de latir à toa, mas quando latem é bom dar a devida atenção.
      Seu porte físico também serve de fator intimidatório, um exemplar da raça chegou a ser registrado como o cão mais pesado do mundo, pesava  282 Kg e se chama Hércules, no Guinnes Book (livro dos recordes), um Mastiff, considerado normal, macho chega a medir entre 70 a 92 cm e pesa de 72 a 105 Kg e uma fêmea mede entre 70 a 91 cm e pesando entre 55 a 77 Kg, sua pelagem é curta e mais grossa na altura do pescoço e ombro, que vão do fulvo, abricó e tigrado, tendo o focinho, orelhas e trufa na cor preta. O branco em excesso não é permitido.
      Apesar de todo esse tamanho, peso e força, o Mastiff inglês é muito dócil e cuidadoso com crianças, numa brincadeira com uma criança,eles tomam muito cuidado para não as machucarem sem querer. Seu convívio com outros cachorros, inclusive machos, costumam serem pacíficos, mas recomenda-se cautela se for introduzir outro cão no mesmo ambiente se o outro cão for um macho dominante. pois o Mastiff te plena "consciência" de sua força e não aceitará ser afrontado.
      Há ainda alguns pontos que se deve estar atento se for criar um Mastiff, eles são cães que ganham peso facilmente e não são muitos adeptos de exercícios, por isso recomendo uma caminhada diária de uns 30 minutos, mas que não o deixe exausto. Alimenta-los duas vezes ao dia para evitar torção gástrica, mas não exagere na quantidade. Dependendo do estilo de vida que levam, podem comer ate 1 Kg de ração por dia.
      Os problemas de saúde mais recorrentes no Mastiff inglês são a Atrofia Progressiva da Retina (APRA), epilepsia, displasia coxo-femural e calos no cotovelos, feitos pelo seu grande peso.
      É um cão para se admirar!





     
     
 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dogo argentino demonstrando seu potencial de defesa

Dogo argentino, o caçador dos Pampas

      O Dogo argentino começou a ser desenvolvida em 1925 na província de Córdoba, Argentina, com os irmãos António e Augustin Norez Martínez. A ideia foi de António, que sonhava com um cão que fosse argentino, totalmente adaptado ao ambiente e as peculiaridades do seu país. Buscavam um cão que fosse um exímio caçador e um ótimo cão de combate.
      Na época era muito comum a prática de briga de cães, chamada de "las pelas de perros", os cães mais usados até então eram os Mastiffs espanhol, Bulldogue inglês, Bull Terrier e o Boxer. Tiveram a ideia de realizar cruzamentos dessas raças para ter um cão de combate completo, surgiu assim o Perro de Pelea Córdobes ou Córdoba Fighting Dog, eram considerados imbatíveis na  luta e para muitos a melhor que já existiu. No entanto herdaram um comportamento extremamente agressivos com outros cães, fato que os levou a extinção, quando aproximavam as fêmeas dos machos para cruzamento, elas atacavam eles, o cruzamento deles era algo muito difícil de ser fazer. Eles morriam na luta e não costumavam desistir.
      Os irmãos queriam um cão que tivessem as mesmas qualidades de luta do Córdoba mas que fossem mais equilibrados. Eles queriam um cão bom de briga, de caça, forte, resistente e obediente.
      Começaram então os cruzamentos, a primeira raça utilizada foi o Córdoba, depois foram usados, nesta ordem, o Pointer, no qual o Dogo herdou o ótimo olfato conseguindo farejar no ar, o Dogue alemão, no qual aumentou seu porte, o Boxer, contribuindo para inteligência e tenacidade, o Bull Terrier, dando maior tolerância à dor, o Mastim espanhol, fornecendo mais poder físico, o Bulldogue inglês, contribuindo com a resistência, o Dogue de Bordeaux, fornecendo uma poderosa mordida, o Irish Wolfhound, dando o instinto de caça, e o Mastim dos Pirineus, fornecendo mais força e adaptabilidade climática, chegaram finalmente as características desejadas, sendo reconhecido pela Federação cinológica argentina em 1964 e pela Federação Internacional de cinofilia em 1973. O Dogo argentino teve toda a sua história documentada, não restando espaço para levantamento de teorias.
      Na Argentina ele é motivo de orgulho e o mais popular cão naquele país. É também o mais usado para à caça de Javalis, Pumas e proteger grandes fazendas. O Dogo também é usado pela Polícia Federal da Argentina.
      No Brasil, o Dogo argentino ainda não é uma raça muito difundida, tendo os primeiros e as maiores quantidades de criadores no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas vai se espalhando pelo sudeste do país, o número de registros na CBKC cresce ano a ano.
      Pelo seu aspecto intimidador, força, coragem e obediência é também empregado como um cão de guarda, não costuma latir muito e sua agressividade com pessoas é de baixo a moderado, porém não permite a entrada de desconhecidos em seu território. Entretano, com cães a história muda, por serem dominantes, territorialistas e ter um instinto natural para briga, não costumam tolerar outros cães junto deles, principalmente se forem outros machos e não acostumados desde filhotes. Seu convívio com crianças é tranquilo e tem muita paciência. Devido ao preconceito e a alguns acidentes, o Dogo argentino foi banido em mais de 10 países.
      O Dogo argentino tem uma peculiar beleza, que consegue harmonizar beleza com a força, robustez e elegância. Sua pelagem é predominantemente branca e alguns tem um círculo preto ao redor dos olhos. Seus pelos são curto, liso e denso. Tem uma musculatura desenvolvida, o que não atrapalha sua agilidade, sua movimentação é rápida e astuta, muda de direção rapidamente, segundo sua necessidade de desvio, e por ser um excelente caçador, consegue se mover de forma silenciosa. Um macho chega a medir de 62 a 68 cm, pesando entre 36 a 50 Kg, a fêmea mede de 60 a 65 cm e pesa entre 36 a 45 Kg.
      Por ter uma pele muito branca, precisa de alguns cuidados, como não ficar exposto durante mais de 30 minutos ao sol e dar banho apenas quando for necessário. Vivem em média de 12 a 14 anos, por terem muita energia, necessitam de uma caminhada diária, caso não tenham um grande espaço à disposição.
     




     
     

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Tosa Inu em demonstração de defesa.

Tosa Inu, o samurai japonês

      Tosa Inu, Tosa Ken, Mastim japonês ou Tosa Token, esses são alguns dos nomes usados para esse molosso japonês, sendo o maior cão de origem japonesa e também o mais popular.
      No Japão a luta de cães é algo muito popular, tem seus registros de mais de 1000 anos, e por isso desejavam um cão maior e mais forte que os Shikokus-Ken, até então os mais utilizados para essa prática (a luta de cães é legalizado no Japão), começou então o desenvolvimento de uma nova raça. E em 1872 começou, na ilha de Shikoku, o cruzamento dos Shikokus com raças europeias, mais precisamente o Bulldogue, Dogue alemão, Bull Terrier, São Bernardo, Pointer alemão e Mastiffs. 
      Na Segunda Guerra Mundial, a raça quase foi extinta e acreditam alguns historiadores, que exemplares da raça foram contrabandeados e escondidos até que a guerra acabasse e sua criação fosse retomada. É uma raça reconhecida pela Federação Internacional de Cinofilia (FCI) e desde 1997 faz parte do Foundation Stock Service (FSS), que é um ramo do American Kennel Club (AKC) que realiza registros de raças raras.
      O Tosa Inu faz parte da história e cultura do Japão, são reverenciados pelos japoneses. São um orgulho nacional e o fato de serem usados em luta de cães gera muitos debates sobre essa prática. O fato é que, essas lutas são feitas com regras bem definidas, tem juízes e quando um cão de fere de forma mais grave, aluta é interrompida e os cães depois do combate são tratados com veterinários, tem uma  vida de muito conforto e os trajes dos campeões, que são iguais aos dos campeões de sumô, podem custar mais de 30 mil dólares. Mas nada disso ameniza ou retirada o seu aspecto cruel. 
      Entretanto, o Tosa Inu apresenta muito mais atributos do que apenas um cão de briga. Nos continentes europeu e americano ele está sendo muito apreciado por ser um ótimo cão de guarda, pelo seu excelente temperamento e o seu potencial de intimidação. Por serem mais recentes nestes continentes e disputar à posição com tradicionais raças europeias e americanas (continente), ele ainda é um cão ainda difícil de se ver nestes lugares.
      No seu padrão oficial ele é considerado paciente, corajoso e audacioso. Só costuma latir quando sente que algo esta errado e quando ataca, geralmente domina seu oponente. Seu tamanho contribui para tal poder, herdou dos mastiffs seu tamanho, um macho adulto mede em média 60 cm e a fêmea 55 cm, força e instinto de luta. Apesar de ser de grande porte e pesar cerca de 45 Kg a 90 Kg o macho e 45 Kg a 72 Kg a fêmea, são ágeis, resistentes e com muita persistência, geralmente quando entram em combate não costumam desistir ou serem derrotados. Sua pelagem é densa, dura e curta, apresentam as cores vermelho, preto, fulvo e tigrado, apresentam, às vezes, marcas brancas no peito e patas e não são considerados desvio de padrão. Sua cabeça é larga e enrugada.
      Com os membros da família mostram-se muito obedientes, mas com estranhos a coisa muda,demonstram uma desconfiança que não o deixa ser enganado por mal intencionados. São afeiçoados com crianças, porém com outro cão macho a história muda, principalmente se não for habituado desde filhote. Costuma exercer seu instinto de macho Alfa e não se submetem a submissão.
      Para os que estiverem interessado em ter um, recomenda-se um espaço grande para ele canalizar sua energia, porém uma caminhada diária já serve para acalma-lo, ainda mais porque ele tende a inchar quando come demais.
      Sua saúde é mais afetada pela displasia coxo-femural, problemas nos olhos e no cotovelo. Eles vivem em média 12 anos.